Efeito dominó


Primeiro foi o desabastecimento generalizado de papel higiênico na Venezuela. El comandante Maduro imediatamente ligou sua meia-dúzia de 4 ou 5 neurônios e, lembrando-se do estado quase vegetativo de Cuba, pensou em tratar-se de algo semelhante ao bloqueio que os ianques imperialistas penalizam Cuba e os impedem de ser uma potência econômica do Caribe, quiçá mundial. Tal qual o grande Reino da Coréia, a do Norte.

Mas logo veio uma segunda desculpa possibilidade: como os alimentos haviam baixado de preço, “pela ação enérgica e bolivariana e sob a inspiração do grande pai Chávez”, o povo feliz comia mais e consequentemente, ainda feliz (será?), estava a cagar mais.

Imagem: Maduro e a falta de papel higiênico

A culpa é dos imperialistas ianques

Como em uma armação orquestrada pela banca internacional contra os países progressistas, e, na tentativa de confirmar a tese que a Argentina da peruíssima poderosíssima Cristina Kirchner seria a Venezuela do dia seguinte, um agente do capitalismo selvagem foi o responsável pela crise (branda, vai) que nossos hermanos estão sofrendo essa semana.

Imagem: Falta ketchup no McDonalds da Argentina

A culpa é dos imperialistas ianques

Muitos dizem que do mesmo jeito que a Argentina é a Venezuela do dia seguinte, nós, o Brasil de Dilma com Mantega (que estão na chapa quente), pode vir a ser a Argentina de amanhã. Apesar dos especialistas governamentais e da presidenta de dedo em riste, gritar que nunca teremos outro apagão (“…não vai ter apagão…”), eles, os apagões, têm chegado aos pouquinhos. Hoje mesmo uma boa parte do Brasil sofreu um apagão [aqui]. Na dúvida, nossa presidenta, que come o que, onde e quem quiser, porque ela tá pagano, já está se preparando para o apagão definitivo:

Imagem: Dilma se preparando para o apagão definitivo.

A culpa é dos imperialistas ianques?



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