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Yeshua era judeu

October 30, 2008 | 13 Comentários | Publicado em Religião

Um dos artigos aqui do Pô, meu! que suscitam mais discussão, foi publicado em 11 de junho de 2007 e tem apenas 5 comentários de visitantes (todos respondidos por mim, como de costume), chama-se Jesus era judeu. O cardeal Joseph Ratzinger – papa Bento XVI – e sua afirmação que: “a Igreja Católica é a verdadeira e única igreja de Cristo” foram minha inspiração para este artigo. Mas como provoca tanta discussão se existem somente 5 comentários? Na verdade, aqui no Pô, meu! o pessoal não tem descarregado suas paixões e seus ódios pelo tema, mas já tive a oportunidade de ler discussões em forums que remetiam seus links para cá.

E que discussões! Ainda bem que o nível dos leitores do Pô, meu! é bem alto e não preciso segurar baixarias. Mas toda esse introdução serve para apresentar a defesa de uma tese, de um ponto de vista, muito bem escrito pelo sexto comentarista daquele artigo, o Marcelo Moreira Guimarães (ou seria Makabeu ben Yossef?). Ele pertence ao grupo Ministério Ensinando o Sião e resolvi transformar um comentário extremamente longo neste artigo abaixo. Todo ponto de vista, colocado de forma educada e inteligente, é respeitado e será sempre publicado. Fiquem com o texto do Marcelo.

Yeshua e seus discípulos, judeus zelosos da Torá

Escrito por Marcelo M. Guimarães

Há um tremendo engano por parte dos leigos e, até mesmo, por parte da comunidade judaica em geral, que pensam que Yeshua e seus discípulos inventaram um “cristianismo” contrário aos princípios do judaísmo, em específico da Torá, das tradições e dos costumes judaicos. Isto nunca foi verdade e eu não sei de onde eles tiraram essas falsas afirmações.

Outro grande engano é o que dizem sempre nas comunidades judaicas, que um judeu ao crer em Yeshua se torna cristão e deixa de ser judeu. Isto também não é verdade, pois, os exemplos bíblicos que serão mostrados abaixo, comprovam que era justamente o contrário que ocorria, ou seja, o gentio que cria em Yeshua, era enxertado na Oliveira (símbolo do Israel Espiritual) e passava a fazer parte da família de D’us (judeus e gentios crentes na pessoa do messias Yeshua) e que os judeus deveriam continuar vivendo como judeus, sob a graça, mas sendo zelosos com a Lei, cumprindo a Torá através de seus mandamentos, estatutos e ordenanças dadas em caráter irrevogável aos filhos de Israel. Em outras palavras, a graça obtida pela fé em Yeshua, não anulava ou desfazia os preceitos das leis judaicas.

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13 comentários to “Yeshua era judeu”

  1. Claro e simples, como as coisas devem ser. Pena que a maioria dos fanáticos religiosos jamais vá entender um texto como este.

  2. crissy says:

    pô,meu!, quero compartilhar as falas de um velho judeu, meu avô, que dizia-me, Jesus, não era considerado o messias, e que aliás como os evangélicos esperam sua volta, os judeus esperam um messias, ‘enviado de D’eus’. E, talvez politicamente para aquela época, não era conveniente a cúpula da igreja, o clero judaico, assumir este fato afirmativamente… ou talvez, essa era a trajetória que teve que percorrer, digo mesmo contra idéias e expectativas… mas, pra mim, o que isso tudo quis dizer é que para falar com Deus, não precisamos determinar momentos históricos, acho que esse paradigma ‘ele’ quebrou, e isso incomodou… mas que sua descendência era judaica, lá isso com certeza, e, aliás, nunca negou… pelo contrário sempre abordou os mandamentos antigos da torá… e teve uma formação com os mais estudiosos reclusos de cabalá, naquela época em que não se menciona sua adolescência no novo testamento.
    Daí pra frente, começou a praticá-la. Dentro de concepções judaicas do velho testamento, que interpretou e ousou divulgar, dentro de uma visão mais real e inovadora de sociabilidade, com menos hipocrisia.
    É realmente, se era ou não o tal messias, não posso saber, mas com certeza houve uma revolução nos sentidos que até hoje precisamos continuar, foi muito atual. Obrigada pelo espaço.

    • Oi Crissy,
      Só hoje, quase dois meses depois que descobri que seu comentário não havia sido publicado. Você foi a última pessoa que comentou no Pô, meu! antes do blog ser atacado por crackers e ter toda a base apagada.
      Consegui recuperar tudo. Ou quase tudo, pois descobri que havia dois comentários neste artigo que ficaram no limbo: o seu e o do Enio, ali em cima.
      Obrigado por seu comentário.
      Concordo em gênero, número e grau e mais, acho que nós, seres humanos, complicamos muito quando o assunto é religiosidade.
      Abraços e sucesso,
      Nelson

  3. Paulo Correa says:

    Muito bom poder ler os seus sempre inteligentes e instigantes artigos, até porque aqui se pode falar sem censura, ainda que, as vezes, com veementes críticas. Mas, por isso instigantes. Seja novamente bem-vindo. Abaixo o pequeno vândalo. Uhuhuh. O bem sempre vence o mal. A vida repete a arte. Parabéns pelo retorno Super Geekman (obrigado Sandra Leite pelo apelido, que ousei atribuir-lhe um superlativo – também adoro tangos – temos algo em comum além da admiração pelo Geekman!) E que 2009 seja o ano da inviolabilidade dos blogs (Que tal lançar a campanha?) Beijos. Em tempo: seu poeta preferido mandou-lhe essa mensagem: “Necessitamos sempre de ambicionar alguma coisa que, alcançada, não nos torna sem ambição.” (Carlos Drumond de Andrade). Ambicione sempre e cada vez mais!

    • Poxa é bom já receber feedback antes mesmo da reentrada definitiva no ar. :-D

      Aproveito essa oportunidade para testar a nova resposta aos comentários. ;-)

      Valeu meu irmão. Mais que inviolabilidade, eu quero é liberdade para falar.

      beijos,

      Nelson

  4. REIS says:

    Existe apenas uma ‘igreja verdadeira’?

    “COMO existe um só Cristo, também existe um só seu Corpo e uma só sua Esposa: ‘uma só Igreja católica e apostólica.’” — Dominus Iesus.

    Foi assim que o cardeal católico-romano, Joseph Ratzinger, apresentou a doutrina de sua igreja de que existe apenas uma igreja verdadeira. Segundo ele, essa igreja é “uma única Igreja de Cristo, que subsiste na Igreja Católica”.

    “Não são Igrejas em sentido próprio”

    Embora o Papa João Paulo II tenha insistido em afirmar que a declaração Dominus Iesus não expressa “arrogância nem desrespeito em relação a outras religiões”, líderes de igrejas protestantes reagiram fortemente contra ela. Por exemplo, na Assembléia Geral Presbiteriana, realizada em junho de 2001, em Belfast, Irlanda do Norte, um ministro disse que esse documento era obra de “uma facção poderosa da Igreja Católica Romana  . . . apavorada com o espírito de abertura introduzido pelo [Concílio] Vaticano II”.

    Robin Eames, primaz da Igreja da Irlanda, disse que ficaria “extremamente decepcionado” se o documento representasse ‘um retrocesso à mentalidade existente antes do Vaticano II’. Falando sobre a afirmação do Vaticano de que as igrejas que rejeitam determinadas doutrinas católicas “não são Igrejas em sentido próprio”, Eames disse: “Considero isso um insulto.”

    Por que surgiu a declaração Dominus Iesus? Parece que a Cúria católico-romana se sentiu incomodada com o que tem sido chamado de relativismo religioso. De acordo com o jornal The Irish Times, “o surgimento de uma teologia pluralista, advogando basicamente que uma religião é tão boa quanto outra  . . . , deixou o cardeal Ratzinger cada vez mais preocupado”. Parece que isso o levou a expressar seus conceitos sobre a existência de uma igreja verdadeira.

    Será que importa a que igreja você pertence?

    Muitos consideram a idéia do “relativismo religioso” ou da “teologia pluralista” muito mais razoável e atraente do que qualquer coisa que sugira a possibilidade de existir apenas uma igreja verdadeira. Essas pessoas acham que a religião deve ser uma questão de simples preferência pessoal. ‘Afinal’, dizem, ‘não faz nenhuma diferença a que igreja você pertence’.

    Esse parece ser o ponto de vista mais tolerante, embora um de seus efeitos tenha sido a fragmentação da religião em miríades de denominações. Muitos dizem que ‘essa diversidade religiosa nada mais é do que uma expressão saudável da liberdade individual’. Mas, de acordo com o escritor Steve Bruce, essa “tolerância religiosa” na realidade não passa de “indiferença religiosa”. — A House Divided: Protestantism, Schism, and Secularization (Uma Casa Dividida: Protestantismo, Cisma e Secularização).

    Mas, então, qual é o ponto de vista correto? Existe apenas uma igreja verdadeira? Será que ela subsiste apenas na Igreja Católica Romana? Existem outras igrejas que Deus também aceita? Visto que essas questões envolvem nosso relacionamento com o Criador, não há dúvida de que devemos descobrir o que ele pensa sobre esse assunto. Como podemos fazer isso? Analisando a Palavra inspirada de Deus, a Bíblia. (Atos 17:11; 2 Timóteo 3:16, 17) Vejamos o que ela tem a dizer sobre isso.

    • Caríssimo Reis ou seria Caríssima Reis?

      Gostaria de entender qual a sua opinião: se és a favor do pluralismo religioso ou se achas que essa tolerância religiosa é na verdade uma indiferença religiosa. Qual a sua opinião?
      Eu acho que Cristo não deu nenhum caminho diferente do “amar ao próximo como a si mesmo”, e isso cabe em qualquer religião. Duvido, aposto até, que Cristo teria sido condescendente com a inquisição. Nunca!
      Como podes ver, tenho uma opinião bem clara e que não precisa de muitas palavras: creio e tento seguir os ensinamentos de Cristo, mas não professo nenhuma religião.
      Obrigado por ter comentado, e se quiseres, volte e esclareça melhor teu ponto de vista.
      Abraços e sucesso,

  5. Ricardo Lamounier says:

    Entendi o texto e concordo com ele. Acrescentaria, se assim me fosse permitido, que o Senhor Jesus é também o mediador na Nova Aliança entre D-us e a casa de Israel e a casa de Judá, profetizada em Jeremias 31:31 (vide Mateus 26:28, Hebreus 9:15 e 12:24). Portanto ele é o Mashiach.

    • Oi Ricardo!

      Fique à vontade, para debater e enriquecer o que foi publicado, você está antecipadamente autorizado! Muito obrigado por sua participação.

      Abraços e sucesso,
      Nelson

  6. Ricardo Lamounier says:

    Gostaria de me retrarar quanto a parte do comentário que fiz recentemente. Li o texto “Yeshua e seus discípulos, judeus zelosos da Tora” com maior atenção. Tenho sim a certeza de que Yeshua não fundou uma nova religião, e que tanto Ele como seus discípulos eram todos judeus zelosos da Torah.

    Mas entendo que todos os gentios que se convertem àquela comunidade messiânica israelita, a começar pelo gentio Cornélio até os nossos dias, passam também a ser israelitas, e devem portar-se como tais, principalmente no que se refere à observância de todos os 613 mandamentos contidos na Tohah (observadas à luz da interpretação dada por Yeshua na Nova Aliança).

    Neste sentido:

    Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós.
    Êxodo 12:49

    Uma mesma lei tereis; assim será para o estrangeiro como para o natural; pois eu sou o SENHOR vosso Deus.
    Levítico 24:22

    Uma mesma lei e um mesmo direito haverá para vós e para o estrangeiro que peregrina convosco.
    Números 15:16

    Se, pois, a incircuncisão observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão?
    Romanos 2:26

    Veja que se consideramos as palavras do apóstolo Shaul, entendemos que o gentio, uma vez convertido à comunidade israelita messiânica deixa de ser gentio, tornando-se também um israelita, devendo ser obediente à Torah em todos os seus preceitos e ordenanças.

    Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.
    I Coríntios 12:2

    Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
    Efésios 2:11

    Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus;
    Efésios 2:19

    A única mistsvot que o gentio convertido (então já israelita) não deve cumprir é a circuncisão da carne. Esta faz parte do pacto do Eterno com Avraão, e diz respeito somente à sua descendência. Este pacto na carne é que faz com que os descendentes de Avraão tenham legítimo direito à Terra da Promessa.

    A circuncisão do gentio convertido deve ser a circuncisão do coração. Ou seja, a estrita observância a todos os preceitos da Torah de todo o coração. Mas para chegar a este ponto todos os gentios devem aprender com os israelitas como observar verdadeiramente a Leis do Eterno dadas por Ele a Moshe.

    Outro ponto a se considerar: O Shabat é o sinal entre o Eterno e o seu povo santo (Ezequiel 20:12 e 20:20). No caso do gentio convertido qual seria o seu sinal, visto que ele, em tese, estaria desobrigado de “lembrar” e “guardar” o Shabat?

    Para que não houvesse dúvida o profeta Isaías, no capítulo 56 nos esclarece:

    Aos estrangeiros que se chegam ao SENHOR, para servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, sim, todos os que guardam o sábado, não o profanando, e abraçam a minha aliança, também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de Oração;
    Isaías 56:6-7

    Entendo que também o Shabat deve ser santificado pelo gentio convertido (israelita), ademais, nas palavras do próprio Senhor Yeshua, entendemos que o Shabat foi feito por causa da humanidade:

    O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado;
    Marcos 2:27

    Estas são, amados irmãos, as colocações que entendi serem importantes a todos nós, pessoas sinceras que buscam a verdade do Eterno.

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