Nem a pau Juvenal!
Vivenciei uma cena que, descrita, talvez não tenha tanto impacto, mas ao vivo, foi espetacular. Cada vez que me lembro das imagens, ao contar o que aconteceu comigo, eu quase caio de tanto rir. Vou tentar descrevê-la.
Hoje fui ao Detran para fazer a prova teórica para a renovação da carteira nacional de habilitação (carrrta em paulistês, carteira de motorista em carioquês). Em vários Detrans do paÃs, esse processo está informatizado e o motorista é identificado biometricamente quando dá entrada no processo de renovação. O próximo passo é o exame médico, onde eles verificam se você é você mesmo, comparando suas digitais com as que foram cadastradas no inÃcio do processo. Quando vai fazer a prova, eles novamente colhem as digitais por um scanner de biometria, para verificar se você é realmente a mesma pessoa que iniciou o processo. Sei desses detalhes porque trabalho com tecnologias biométricas.
Sei também que é muito comum as pessoas terem a pele mais ressecada que a média da população. E, com essas pessoas (que são muitas), os scanners biométricos não conseguem fazer a imagem das digitais dos dedos. A solução? Bem, nos paÃses desenvolvidos, usa-se um lenço umedecido, igual aqueles para limpar bumbum de nenê (neném em carioquês). Mas aqui no Brasil, eles preferem usar o dinheiro de outra forma, e a solução é aquela velha, barata e nojenta esponjeira (olha a foto ali do lado) de repartição pública.
Pois é, dezenas, talvez centenas de pessoas, colocam seus dedinhos nem sempre tão limpinhos na agüinha da esponjeira, para que o leitor (scanner) biométrico consiga “tirar a foto” das digitais. Que nojo né? Arrghh! Se a gente se lembrar que mesmo com saudáveis hábitos de higiene, é possÃvel a criação de fungos ali na região das unhas dos dedos. Não vomite no teclado, hein!
A cena
Senhora funcionária do Detran:
- Por favor, o senhor pode colocar seu indicador da mão direita aqui no leitor biométrico?
Eu:
- Claro.
Coloco o dedo. A leitura não deve estar clara, pois a senhora aperta meu dedo contra o vidro do scanner. Olha o monitor do computador e aperta com mais força.
Eu pensando:
“Ela vai querer que eu molhe meu dedo naquela esponjeira em cima do scanner. Nem phodeindo!”
Senhora funcionária do Detran conduzindo meu dedo para a esponjeira:
- Coloque seu dedinho aqui por favor.
Eu olho para os olhos dela fixamente, arranco minha mão das mãos dela e ainda olhando-a nos olhos, em pé, em frente a mesa que ela estava sentada, passo o indicador na minha testa um pouco suada.
Ela esbugalha os olhos, chocada, continua me olhando assustada e completamente muda pelo choque.
Eu, como um cowboy que acabou de abater o inimigo no duelo colocando a arma de volta no coldre, mantenho o olhar fixo no inimigo, vou, em um movimento em câmera quase lenta, com o indicador já umedecido com meu suor, da testa para o vidro do scanner. Sem tirar meus olhos dos olhos dela.
A Senhora funcionária do Detran se recupera do susto, respira, olha para o monitor e vê que a digital foi colhida com sucesso. Volta-se para mim e diz:
- Senhor, por favor, coloque agora o polegar da mão direita.
Coloquei.
Senhora funcionária do Detran:
- Aperte um pouco por favor.
Eu apertei tudo o que podia.
Senhora funcionária do Detran:
- Passe o polegar na testa.

Muito interessante este post. Interessante até pq fico imaginando sua expressão facial desse olhar bem nos olhos dela ao puxar seu dedo. Ainda bem que toda a ação foi apenas corporal, pois a “senhora” não tinha como se dizer desacatada. Apesar de certas manias suas, concordo plenamente com sua atitude. Foi bom saber, estou para ir renovar a minha. Kisses brother!
Comentário do Pô, meu!


Pô sister,
Desacatado fui eu e todos cidadãos que são obrigados a se exporem a pegar um fungo, bactéria ou pelo menos alguns coliformes fecais naquela água da esponjeira. O pior, é que ninguém reclama.
- “Reclamar com quem? Não vai adiantar mesmo!”
E a gente vai baixando as calças. Você conheceu, um pouco menos do que eu, um certo contador de histórias que dizia:
- “Quanto mais a gente se abaixa, mas a bunda aparece.”
E mania é coisa de velho ou maluco.
Vai lá renovar a sua. E se tiver coragem de colocar o dedinho na esponjeira, lave a mão com álcool antes de me cumprimentar.
Kisses,
Nelson
Levarei meu próprio alcool gel ou então um lencinho de “limpar bunda de neném”… rs Concordo, reclamar com quem? kisses
Comentário do Pô, meu!
Dayse,
Leva o lencinho. Já é meio nojento colocar o dedo no scanner, na esponjeira, nunca!
Beijos,
Nelson
P.S. Seria uma boa idéia chamar o Dr. Bactéria do Fantástico
Genial Nelson, genial!! Estou passando mal de rir por aqui
Comentário do Pô, meu!


Grande Gugu!
Se você está passando mal, estou me sentindo vingado! Mesmo que o seu passar mal seja por estar rindo da minha cena.
Essa semana você furou um post meu. É… é verdade. Eu ia escrever sobre a constatação oficial do risco que é andar na madrugada no Rio, e você escreveu primeiro sobre o desligamento dos radares de velocidade à partir das 22h. (Lógica torta)
Tenho acompanhado suas aventuras no Canadá e torcendo para o seu sucesso.
Abração,
Nelson
Cara, vou ser sincero… Eu acessei o blog completamente-mente por acidente x)
(tava tentando entrar em outro site que começa com “po”) e vim parar aqui (foi a segunda vez que aconteceu isso).
Resolvà parar pra ler esse post e, jezuis, adorei O/
Depois dessa prometo (ou não) voltar aqui novamente (ou não). xD
Só não fiquei espantado com o “passe o dedo na testa” porque eu sei que dessas coisa o mundo tá cheio \ (leia-se: eu tbm tenho um blog, mas as coisas que acontecem comigo não são tão… como dizer… peculiares) HAHA .-.
Parabéns, sabe se expressar muito³ bem O/
Comentário do Pô, meu!
Olá Rafael! Seja bem vindo!
Não é só você que chega aqui sem querer não, pode acreditar que metade das pessoas chegam aqui dessa forma.
Que bom que você adorou. Fico super feliz com isso.
Se quiser voltar, fique à vontade. Se quiser, também pode receber as atualizações por email.
Abraços e sucesso,
Nelson
Heehehehhe, ótima! Mas um lugar pra avisar os funcionários dos perigos de se lidar com o Nelson Corrêa ^^
Comentário do Pô, meu!

Cara, tô nem aÃ.
E conforme eu tenho ficado mais velho, tô perdendo a vergonha de fazer determinadas coisas. Se for para parecer louco, mas curtir a situação. Tô dentro. Se for para rodar a baiana para garantir meus direitos, tô dentro também. Eles que me segurem. No mÃnimo, ganho material para o Pô, meu!
Abração,
Nelson
HAHAHAHAHAHAHAHA!
Comentário do Pô, meu!
Ray, lá na hora, olhando para a funcionária do detran e os olhos dela esbugalhados do impacto da situação, foi hilário mesmo. Mas colocar meu dedo naquela esponjeira, nem pensar.
Beijos,
Nelson
Até que eu tive um pouco mais de sorte, a minha foi feita com um lenço de papel umedecido em água…
Comentário do Pô, meu!

Sorte Enio?
Você foi um felizardo. Foi onde isso? Em Sampa?
Pelo menos isso serviu de aviso para um monte de gente que está pro renovar a ahbilitação. Dedinho na esponjeira? Nem a pau Juvenal!
Abração,
Nelson
com minha irmã a situção parecida foi no consulado americano. Pode? pode!
Comentário do Pô, meu!

Sandra,
Ela tem blog? Relatou a experiência dela?
Essas situações sem sentido só fazem sentido acontecer com blogueiros.
Abraços e sucesso,
Nelson
Aloha Nelson!
Pode ser burocrata, pode nem ser muito espertinha, mas que apresenta boa capacidade de adaptação, apresenta!
Há esperança!
Aloha!
Comentário do Pô, meu!
Aloha Luis!
HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
Perfeita sua visão crÃtica. Aliás, essa capacidade de adaptação é a minha maior esperança desse paÃs.
Abraços e sucesso,
Nelson
Recebi uam carta anônima dizendo que minha esposa me trai em uma folha de papel tipo A4. Será que as impressões digitais de quem mandou esta carta estão no papel? Convém ressaltar que o papel não aprensenta nehuma marca de suor, gordura ou tinta. Obrigado.
Oi Dionisio!
Rapaz, não tenho a mÃnima idéia se isso é possÃvel ou não. Já tentou visitar uma delegacia e perguntar se você der queixa, se eles tentariam achar o remetente pelas impressões digitais?
Ou melhor, talvez se você esquecer isso, se estresse menos e aproveite mais a vida. Quem sabe?

Abraços e sucesso,
Nelson